(Para você, minha amiga, estes versos imperfeitos, mas cheios de coração.)
Meu velho violão coberto de poeira,
a dormitar num canto em nostalgia
imóvel para sempre - pasmaceira
feita de tédio e de melancolia.
.
Não recordas as noites em que eu ia
contigo no peito, a sombra companheira,
dois loucos a cantarem nessa elegia
que era a alegria da paixão primeira?
.
Tudo depois mudou...Calei, calaste
dês a trágica vez em que vibraste
inutilmente sob a sua janela...
.
Foi como se morresses...Entretanto,
se, sem querer, te roço em teu recanto,
soluças-me, baixinho, o nome dela.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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Um comentário:
Ah, que boniteza tão triste. Não conhecia este poeta. Ótima idéia blogá-lo!
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